
Wes Anderson é um dos meus diretos preferidos desde a primeira vez que vi um filme seu, isso a muitos anos atrás, e que foi nada menos que “A Viagem a Darjeeling“. Desde então fui conhecendo seu métodos de trabalho, seus detalhes, sua retórica e sua direção. Infelizmente devo dizer que de todos os seus filmes é o mais decepcionante, e vou dizer o porquê. “O Esquema Fenício” é o resultado de um fórmula absurdamente desgastada, Wes se prendeu a seu estilo repetitivo que vem de filmes um atrás do outro sem inovação alguma.

O longa conta a história do protagonista Zsa-Zsa, interpretado por Benício Del Toro, que nada mais é que um empresário sujo onde todos tentam o matar repetitivamente. Para assegurar que seus negócios prosperem por muitos anos, ele nomeia sua filha mais velha, Souer (Mia Threapleton) como herdeira do seu império. Após descobrir que as chances de sua morte serem cada mais vez mais sérias, ele por sua vez corre o globo para fechar parcerias com outras pessoas afim de financiar seu projeto final. Nesse decorrer vemos cada personagem fazendo seu papel, assim de simples, sem muito alardes. O filme conta com nomes famosos e outros já recorrentes para o diretor, como por exemplo Tom Hanks, Scarlett Johansson, Bill Murray dentre alguns novos como o sumido Michael Cera, Benedict Cumberbatch e Willem Dafoe.

Infelizmente não há muito o que dizer de um longa que acaba cansando por ter um ritmo muito lento que gera uma certa expectativa, porém nunca chega. Os diálogos são curtos, precisos e com um toque de humor discreto, porém nada que já não tenhamos visto em longas anteriores. Certos trejeitos exacerbados de maneira cansativa e desnecessárias de vários personagens se fazem presente do começo ao fim.
Por ser um diretor que acertou e muito em filmes passados, diga-se de passagem “O Grande Hotel Budapeste“, parece que acabou chegando ao seu limite criativo, o que é uma pena, pois o que o Wes Anderson não tem mais em criatividade, ele sempre teve em visual.
“O Esquema Fenício” já está disponível no Prime Video.

